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Suplementos na atividade física: quando usar?
Usar ou não suplementos esportivos é uma dúvida
freqüente de praticantes de várias modalidades esportivas.
A suplementação, se feita de forma indiscriminada, pode
fazer com que a quantidade diária de nutrientes seja superior
à necessária, podendo prejudicar órgãos
como fígado e rim.
De forma geral, a necessidade de nutrientes de atletas só difere
em quantidade da recomendação para sedentários.
Muitas pessoas, utilizam suplementos para substituir refeições,
conduta esta que deve ser abolida. A suplementação é
indicada quando a ingestão de alimentos não conseguir
alcançar as necessidades, ou mesmo se estas forem muito aumentadas,
o que vai depender da freqüência dos treinos e da atividade
em questão. Em algumas situações, o suplemento
pode ser associado a um refeição para garantir o aumento
de um nutriente específicos, para tornar a dieta mais viável
dentro da rotina diária de cada atleta e/ou para melhor a absorção
de determinado nutriente.
Nas lojas virtuais, prateleiras de farmácias e de lojas especializadas,
não faltam opções de suplementos e marcas, cada
um deles com uma função específica. Os classificados
como ergogênicos podem promover aumento do desempenho físico
e os repositores, como o próprio nome já diz, repõe
os nutrientes perdidos durante a prática esportiva.
A polêmica creatina, aminoácido encontrado tanto nos alimentos
como sintetizado organicamente, faz parte do grupo dos ergogênicos.
Na célula muscular, a creatina em sua forma fosforilada, creatina-fosfato,
constitui uma reserva de energia para a rápida regeneração
do trifosfato de adenosina (ATP), em exercícios de alta intensidade
e curta duração, como por exemplo, durante um sprint de
100m rasos ou em uma seqüência de levantamento de peso em
um treino de halterofilismo.
Para orientar o consumidor e garantir maior controle o Ministério
da Saúde divide os suplementos em grupos. A seguir, uma síntese
da função de cada um destes grupos e suas funções:
Energéticos: podem ser usados antes, durante ou após
treinos e provas, dependendo das características do indivíduo
e do esporte. Fornecem basicamente energia, vinda sobretudo de carboidratos,
e são encontrados em pó ou gel. São exemplos:
maltodextrina, dextrose.
Protéicos: indicados para completar a ingestão
protéica da dieta. O horário de consumo depende de uma
série de fatores, mas muitas vezes são indicados para
após o treino. Podem ser encontrados em pó, gel ou barra.
Fazem parte do grupo a Whey Protein, a Albumina, a Caseína
e o Isolado Protéico de soja.
Compensadores: contém carboidratos, proteínas e
lipídios, além de vitaminas e minerais. Encontrados em
pó ou líquido. Indicados para desnutridos ou para atletas
com necessidades aumentadas devido ao estado fisiológico, limitações
na dieta ou tipo de exercício.
Repositores: São bebidas esportivas com o objetivo de
repor água, eletrólitos e carboidratos de forma mais rápida,
evitando a desidratação de uma atividade intensa/longa.
Indicado para corredores, ciclistas.
Aminoácidos: fazem parte deste grupo os aminoácidos,
indicados para aumento da massa muscular. Como exemplo temos os BCAAs,
nome dado aos aminoácidos da cadeia ramificada, Leucina, Isoleucina
e Valina. Os BCAAS, são indicados para recuperação
muscular e para exercícios de longa duração.
No rol de produtos destinados ao atleta, temos ainda os compostos termogênicos.
Estes contêm uma ou mais substâncias que aceleram o metabolismo
como a cafeína ou o guaraná em pó. Podem contribuir
para acelerar a queima de gordura. Completam a lista de suplementos,
os precursores de hormônios e os compostos de vitaminas, minerais
e antioxidantes.
A suplementação deve sempre ser acompanhada por um profissional
e associada a uma dieta já planejada para a modalidade esportiva
em questão.
Por: Mariana Braga Neves - Nutricionista esportisto
