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Rimonabanto: a pílula antibarriga
Esta substância, mais conhecida como “pílula antibarriga”, foi descoberta na década de 90 e, em 2008, chegou ao nosso país, sendo usada por inúmeras pessoas com resultados considerados positivos pelos médicos.
O mecanismo de ação é
simples. Uma área do hipotálamo
chamada de CB1
(receptor canabinoide 1) é sensível a substâncias
endocanabinóides
produzidas pelo próprio corpo e que, diariamente, despertam
a sensação de fome. O Rimonabanto age inibindo
o receptor CB1, o que diminui a vontade de comer. Este receptor,
atua na lipogênese, |
induzindo a obesidade, principalmente a central. Dessa forma, por inibir a ação do CB1,
o rimonabanto é capaz de reverter esta ação. Para os obesos que têm doenças associadas
como diabetes tipo II, o
Rimonabanto parecia ser uma verdadeira promessa de cura já
que os efeitos deste processo podem ser a diminuição da
circunferência abdominal, resistência insulínica
e do triglicérides. Porém, quando chegou ao Brasil, com
o nome comercial de Acomplia, a substância
já havia tido a distribuição proibida em alguns
países já que mais estudos tornavam-se necessários
para avaliação dos efeitos colaterais.
Recentemente o rimonabanto também foi proibido no Brasil,
já que estudos conduzidos por diversas entidades internacionais,
mostraram que os usuários da substância podem ter agrave
de situações como depressão e outros transtornos
psiquiátricos. Assim, a medicação precisará
ter seus estudos aprofundados antes que volte as pratelerias das farmácias
do Brasil.
Enquanto aguardamos novas posições, nada melhor
que educação nutricional para o combate às doenças
crônico-degenerativas.
Elaboração:
Mariana Braga Neves - nutricionista e
editora do site da Nutrício Assessoria e Consultoria
Nutricional