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Lanche na escola: um desafio às mamães!

A alimentação na escola é de grande importância pois ,além de ser uma grande aliada na formação dos hábitos alimentares saudáveis, é capaz de garantir à criança energia e nutrientes para o período de aula, proporcionando-lhe maior capacidade de concentração e memória e ajudar no alcance das necessidades ao longo do dia.

Muitas escolas apresentam hoje em dia a opção da permanência da criança em tempo integral, e, sendo assim, oferecem os lanches e até refeições principais. Em algumas instituições temos a presença de um nutricionista ou especialista no assunto para a formulação das refeições. Quando não há esta opção da escola fornecer o lanche, aparece um grande desafio às mamães ou responsáveis: escolher opções de lanches saudáveis para a criança levar de casa ou como orientar os pequenos a comprar refeições nutritivas nas cantinas! O lanche na escola deve ser simples pois representa uma refeição intermediária, já que logo que a criança chegar em casa contará com uma grande refeição como o almoço ou jantar, dependendo do horário de estudo.


É preciso tentar unir praticidade e qualidade e pensar em alimentos que possam ser consumidos, de forma segura, certo tempo após seu preparo ou que podem permanecer sem refrigeração por algum tempo. A utilização de vasilhas e garrafinhas térmicas é uma ótima ajuda na escolha destes lanches, já que aumentam as opções. Assim como nas principais refeições, também na merenda escolar deve-se atentar à variedade do cardápio, ou seja, evitar repetições para que a alimentação não fique monótona.

É importante sempre colocar uma fruta no lanche, facilitando sempre que possível a ingestão por parte da criança, ou seja, já mandar abacaxi em pedaços, mamão, mexerica e laranja descascadas e as frutas secas/desidratadas, como ameixas e damascos também são ótimas opções.

Além da fruta, é indispensável a presença de uma fonte de carboidrato. Aposte em biscoitinhos integrais, barrinha de frutas e/ou cereais, pãezinhos tipo bisnaguinha, bolinhos, pão de queijo, torradinhas.

Chocolates, balas e doces não são proibidos na alimentação da criança, mas deve ser evitado o consumo diário e em excesso desses alimentos, já que normalmente aportam açúcares e gordura em grande quantidade e podem ser os culpados pelo excesso de peso tão comum atualmente. Também precisamos pensar que talvez a criança não tenha como higienizar os dentes adequadamente na escola. Assim, frutas como a maçã podem ser combinadas aos alimentos mais pegajosos como bolos e pães para melhorar a saúde bucal.

A seguir listamos algumas opções de combinações mas é importante lembrar que cada criança tem uma necessidade energética diferente e em alguns casos, a presença doenças podem fazer com que haja a necessidade de alimentos diferentes e por isto é indispensável o acompanhamento de um profissional.

Opção 1)
5 cookies integrais, 1 caixinha de suco de soja com sabor de fruta e 1 banana.
Opção 2)
1 barrinha de cereais de castanha com chocolate, 1 caixinha de suco de laranja e 3 pães de queijo.
Opção 3)
3 bisnaguinhas integrais com queijo polenguinho + 1 caixinha de água de coco.
Opção 4)
5 biscoitos de aveia e mel, 1 potinho de leite fermentado e 1 mexerica.
Opção 5)
2 mini sanduíches de pão integral, peito de peru e queijo tipo minas + 1 garrafinha de vitamina de fruta.
Opção 6)
Bolinho de chocolate e 1 caixinha de suco de laranja + 1 espetinho de ricota.
Opção 7)
Biscoito tipo Club Social integral, 1 caixinha de achocolatado e 1 pêra.
Opção 8)
3 bisnaguinhas integrais com queijo tipo minas, 1 caixinha de suco de soja sabor fruta e 2 damascos secos.


As mamães devem ficar atentas também à hidratação das crianças colocando sempre uma garrafinha de água na mochila e avisar a professora para lembrar o seu filho de tomar a água.

Cabe destacar também que usar a criatividade na montagem do cardápio contribui muito para estimular a criança a consumi-lo adequadamente. Envolvê-la na decisão e até mesmo no preparo de seu próprio lanche, com auxílio dos pais ou responsáveis, além de estimulá-la, por conferir certa independência à mesma, promove a educação nutricional dos pequenos.

Texto:Cristhiane Foureaux - Nutricionista