Hipoglicemia

A principal fonte de energia do organismo é o carboidrato. Ele está presente no pão, nas massas, no arroz, batata e até nas frutas, em diferentes tipos: frutose, amido, sacarose. O nosso corpo transforma a maioria dos tipos deste nutriente que comemos em glicose, que é absorvida e que garante o bom funcionamento das células no que diz respeito à energia.

Os níveis de glicemia, açúcar do sangue, são regulados pela interação de diversos hormônios, sobressaindo, por sua maior atividade, a insulina produzida por células específicas do pâncreas e cuja ação reduz a taxa glicêmica.

A função da insulina é levar a glicose para as células. Uma parte desta glicose precisa ficar no sangue e os mecanismos hormonais fazem com que a glicemia não fique acima ou abaixo da faixa saudável. Quando a glicemia está muito alta, sabemos que pode se tratar de um caso de diabetes. Porém, a diminuição do nível de glicose no sangue, é denominada hipoglicemia, que por si só, não é uma doença, mas que pode ser uma alteração secundária a outras doenças ou ao uso de medicamentos.

Normalmente a glicemia de jejum normal deve estar entre 60 a 99 mg/dl, sendo considerado hipoglicemia quando a glicose plasmática está abaixo de 55 mg/dl para homens e 45mg/dl para mulheres, independente do horário em que foi realizada.

De acordo com a composição dos alimentos a glicemia sofre variação de diferentes formas e intensidade. Por exemplo: quando ingerimos carboidratos, principalmente os de fácil digestão, a glicemia sobe rapidamente e o corpo libera muita insulina para fazer os níveis de açúcar voltarem ao normal. No entanto, como o volume de hormônio é muito alto, o resultado pode ser o consumo de quase todo o açúcar disponível no sangue, causando hipoglicemia, o que provoca fome, fraqueza, cansaço, dores de cabeça e mau humor.

Os sintomas da hipoglicemia são semelhantes aos de um ataque de ansiedade: transpiração, nervosismo, tremores, desfalecimento, palpitações, mas se a hipoglicemia for mais grave, reduz-se o fornecimento de glicose ao cérebro e aparecem vertigens, confusão, esgotamento, um comportamento inadequado que pode ser confundido com um estado de embriaguez, incapacidade para se concentrar, anomalias da visão, e até mesmo convulsões em casos mais graves.

Essa capacidade dos alimentos em elevar a glicemia é chamada Índice Glicêmico, e refere-se ao efeito imediato que eles têm nos níveis de açúcar do sangue, ou seja, valores mais altos indicam alimentos que elevam a glicemia mais rapidamente.

Agora vamos ao controle. Quando nos lanches forem consumidas somente frutas, por exemplo entre as refeicões, prefirir as que possuem baixo ou moderado índice glicêmico, como maca, uva, nectarina, laranja, pera, ameixa. Há também a opção de ingerir outras frutas de índice glicêmico mais elevado, como melancia, damasco, banana, laranja, manga, kiwi, abacaxi, mas juntamente com um outro alimento fonte de fibra, como uma barrinha de cereal, biscoitos, torradas e cereais integrais, como aveia, linhaça e outros.

Além da dieta é importante sabermos que a prática regular de exercício físico aumenta a ação da insulina, fazendo com que a glicose saia da corrente sanguínea, diminuindo, consequentemente, a glicemia. Assim, nada de sair por aí fazendo exercício sem o devido lanche antes e depois da prática.

No controle da hipoglicemia, o intervalo entre uma e outra refeição deve ser cuidadosamente pensado e de forma personalizada. Também vale a pena a orientação profissional para a escolha de pratos e para uma assessoria com relação à quantidade que deve ser usada de cada alimento

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Texto: Cristhiane Foureaux (nutricionista) e Mariana Braga Neves (nutricionista)