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Emagreça... comendo em casa!
Quem prepara as próprias refeições tem mais chances de viver em paz com a balança
![]() Foto: Getty Images/Photodisc |
Por causa da correria do dia a dia, é
comum encontrar quem prefira (ou precise) fazer as principais refeições
fora de casa. Apesar de muito prático, esse hábito pode ser o culpado por aqueles quilos a mais que teimam em não ir embora. “No restaurante, diante de tantas opções de comida, muitos não conseguem manter a disciplina e realizar uma alimentação balanceada”, conta Amanda Buonavoglia, nutricionista e especialista em personal diet, da Associação Paulista de Naturologia (Apanat). Para verificar os efeitos desse costume na prática, pesquisadores da Universidade de Temple, da Pensilvânia (EUA), analisaram o índice de massa corporal (IMC) de aproximadamente 12 mil pessoas entre 2004 e 2006. O resultado mostrou que esse valor é muito mais elevado entre os indivíduos que se alimentam em restaurantes ou lanchonetes de três a seis vezes na semana do que naqueles que preparam suas próprias refeições ou comem fora apenas de duas a três vezes semanais. |
Escape das armadilhas
Por mais que se tente montar um prato leve no restaurante, sempre há
detalhes que fogem ao controle e podem fazer a diferença tanto
na balança como na saúde. Um bom exemplo é quando
se opta por um franguinho grelhado: ainda que seja mais saudável
do que a picanha gorda, é impossível saber se ele foi
feito com pouco óleo. “Em casa, por outro lado, pode-se
dosar a quantidade de gordura dos alimentos”, ressalta Amanda.
O perigo não para por aí: de acordo com Carolina
R. F. Duarte, nutricionista da Clínica Nutra, de Belo
Horizonte (MG), a maioria dos restaurantes adiciona uma quantidade
excessiva de sal na comida com a intenção de deixá-la
mais saborosa. “Isso é bastante prejudicial para o organismo”,
avisa.
Entre os principais danos relacionados ao exagero do condimento está
o desenvolvimento de hipertensão. Quem come em casa, ressaltam
as especialistas, consegue pegar leve no saleiro. “Basta utilizar
temperos naturais, como salsinha, limão, cebolinha, alho, entre
outros. O problema é que no restaurante essas opções
nem sempre são encontradas”, diz a nutricionista de São
Paulo. Vale lembrar que, atualmente, o brasileiro ingere 12 gramas de
sal diariamente – o dobro quantidade considerada segura pela Organização
Mundial de Saúde (OMS).
Como se não bastassem essas ciladas, ainda há os molhos
prontos. “Eles costumam apresentar altos níveis de sal
e óleo. Por isso, melhor evitá-los!”, avisa Carolina.
Lar, saudável lar
Além de ter o controle absoluto de todos os ingredientes, preparar
a comida em casa garante outro benefício: cuidar pessoalmente
da higiene do local e da preparação dos alimentos. Isso
não significa, no entanto, que a limpeza é duvidosa nos
restaurantes, como exemplifica Amanda: “Mesmo que não
haja problemas no estabelecimento, muita gente deixa de comer salada
porque não sabe como foi lavada”.
A mudança da rua para o lar também torna mais fácil
manter a disciplina, já que não há tantas opções
tentadoras – e calóricas – ao alcance do garfo. “Sem
contar que o tamanho do prato nos restaurantes é variado. Assim,
as pessoas acabam comendo muito mais do que estão acostumadas
sem nem perceber”, lembra a especialista mineira.
Da cozinha para o trabalho
Para uma boa parcela da população, almoçar em casa
não é uma alternativa viável, seja por causa da
distância em relação ao trabalho ou por falta de
tempo mesmo. Nesses casos, uma ótima ideia para ficar longe dos
impulsos gastronômicos é preparar a boa e velha marmita.
Dessa forma, além de manter uma alimentação balanceada
ainda dá para economizar parte do salário!
“Ninguém precisa ir para a cozinha cedo: pode preparar
a marmita no dia anterior, à noite. Depois, é só
deixá-la na geladeira. Chegando ao trabalho, é preciso
colocá-la novamente no refrigerador”, ensina Amanda.
Para quem acha que precisa providenciar vários recipientes para
levar uma refeição completa, um recado: é possível
reunir todos os nutrientes necessários em uma única receita.
“É o que chamamos de prato único, pois agregamos
carboidrato, proteína e hortaliças em uma receita. Arroz
à grega com filé de frango desfiado é um bom exemplo
disso”, diz.
Se no local de trabalho não tiver geladeira, aí é
melhor nem cogitar a opção de levar a marmita de casa,
já que alguns microorganismos só atuam em temperatura
ambiente e podem contaminar sua comidinha caseira. “Mas não
precisa se desesperar: é só escolher um restaurante que
tenha opções mais saudáveis e também controlar
a quantidade de comida, que não deve ser baseada no tamanho do
prato, mas sim no número de colheradas servidas. Um bom truque
para evitar excessos: comece sempre pela salada, pois assim restará
pouco espaço para os outros alimentos”, recomenda Carolina,
da Clínica Nutra.
Carteira abastecida
Realizar as principais refeições em casa faz bem para
o corpo e também para o bolso. De acordo com uma pesquisa da
Associação das Empresas de Refeição e Alimentação
Convênio Para o Trabalhador (Assert), o brasileiro que usa o vale-refeição
tem um tíquete médio de R$ 10 para gastar diariamente.
No entanto, para almoçar nos restaurantes das principais capitais
brasileiras é preciso desembolsar muito mais. Confira, a seguir,
quanto custa, em média, uma refeição em cada região
do Brasil.
Nordeste: R$ 15,60
Centro-Oeste e Sudeste: R$ 19,10
Sul: 15,40
Fonte: Assert
Thaís Manarini, especial para o iG São Paulo
Fonte: http://delas.ig.com.br
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