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Doença de Crohn e Alimentação
Doença de Crohn: trabalho nutricional individualizado
melhora qualidade de vida do portador
As doenças crônicas constituem um grande problema para
a população moderna. Dentre elas se inclui a Doença
de Crohn que afeta normalmente o íleo e o cólon, porém
pode também se estender todo o sistema gastro-intestinal.
As causas da doença ainda não
estão completamente esclarecidas, mas acredita-se que ela
se inicia por processos auto-imunes, disparados pela junção
de fatores ambientais (alimentação, fumo e estilo
de vida) e genéticos. Costuma se iniciar entre os 20/30
anos, mas pode afetar também outras faixas etárias.
Um dos sintomas mais freqüentes é a dor abdominal,
que na maioria das vezes ocorre após as refeições. A diarréia é outra manifestação clínica da doença, podendo as dejeções conter sangue e provocar anemia. A perda do apetite e o emagrecimento são freqüentes. Na fase aguda é comum episódios de febre, dores articulares e, em alguns casos, doença perianal (abcessos). Por todos os motivos citados, o trabalho nutricional deve começar tão logo seja o transtorno diagnosticado. |
O tratamento da doença é bem individualizado e depende
de diversos fatores, como: localização da inflamação,
seriedade do quadro, complicações e tratamentos anteriores.
Como não há cura a preocupação maior é
o controle dos sintomas e complicações. Ele pode incluir
medicação, complementos nutricionais, cirurgia ou a combinação
das três. O cuidado nutricional é de extrema importância
para esse paciente, e em alguns casos sozinho pode trazer a melhora.
Nesse caso ele pode prevenir e até mesmo tratar algumas deficiências
que podem ocorrer, devido à falha na absorção pelos
tecidos inflamados ou por uma alimentação desbalanceada.
Seguem algumas orientações gerais para auxiliar os portadores
da doença no tratamento:
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Refeições
de pequeno volume e bem fracionadas, isso ajudará a evitar
o desconforto causado pelas grandes refeições; |
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Alimentos ricos em Ômega
3: sardinha, salmão, linhaça, couve, agrião
espinafre, salmão são antiinflamatórios e
podem ajudar; |
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Outros nutrientes como vitamina
A (cenoura, na salsa, algumas carnes), vitamina D (salmão,
sardinha), vitamina E (gérmen de trigo), vitamina K(óleo
de soja), são de extrema importância, pois sua absorção
pode estar deficiente e são potenciais anti-oxidantes; |
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Alimentos ricos em ferro (carnes,
melado da cana) e ácido fólico (fígado de
galinha), e magnésio (couve, leite de soja) devem tem sua
ingestão adequada para corrigir possíveis deficiências; |
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Alimentos ricos em fibras solúveis
(maçã, banana prata, pêra, arroz, batata inglesa),
para ajudar no controle da diarréia; |
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Evitar alimentos gordurosos; |
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Se houver histórico
de intolerância a lactose: evitar leite de vaca e alimentos
contendo lactose; |
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Evitar alimentos ricos em açúcar
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Condimentos (pimenta, picles,
mostarda), eles são irritantes a mucosa gástrica. |
De um modo geral é necessário oferecer uma quantidade adequada
de todos os nutrientes, carboidratos, proteínas, lipídeos,
fibra e micronutrientes. Porém, respeitando sempre as necessidades
individuais.
| Texto: | Daiane do Carmo Corrêa Bellico - Nutricionista |
| Natália Lúcia da Silva - Nutricionista |