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A Dieta Enteral

Nutrição Enteral ou NE, segundo o Ministério da Saúde, é definida como todo e qualquer "alimento para fins especiais, com ingestão controlada de nutrientes, na forma isolada ou combinada, de composição definida ou estimada, especialmente formulada e elaborada para uso por sondas ou via oral, industrializado ou não, utilizada exclusiva ou parcialmente para substituir ou complementar a alimentação oral em pacientes desnutridos ou não, conforme suas necessidades nutricionais, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas".

A nutrição enteral consiste na infusão de uma dieta líquida administrada por meio de uma sonda colocada no estômago ou no intestino. Um tubo fino, macio e flexível, chamado sonda nasoenteral, é passado pelo nariz até o estômago ou até o intestino delgado. Em alguns casos, é preferível utilizar uma gastrostomia, que consiste numa sonda colocada no estômago pelo médico através da parede abdominal, ou uma jejunostomia, colocada da mesma forma no intestino.

Os alimentos são administrados diretamente no estômago ou no intestino por uma destas sondas. A dieta fornecida por sonda é planejada para fornecer todos os nutrientes normalmente ingeridos pela boca e que são essenciais à recuperação e à manutenção da saúde do paciente.


Existem basicamente dois tipos de dieta enteral:
Dieta caseira: esse tipo de dieta é chamada in natura e é preparada com os alimentos usuais como legumes, verduras, arroz, carne, frango, leite etc.
O nutricionista orientará com detalhes a forma de preparo e as quantidades dos alimentos a serem utilizados, para que a dieta esteja completa e equilibrada.

Dieta industrializada: é uma dieta pronta, balanceada, possuindo todos os nutrientes necessários. pode ser apresentada sob a forma de pó, que deve ser liquidificada em água, ou sob a forma líquida pronta para ser administrada.
O nutricionista indicará a dieta mais adequada ao seu caso.

Quanto às classificações a dieta enteral pode ser:

dieta polimérica: nutrientes íntegros, com ou sem lactose, baixa osmolaridade, menor custo, hiperprotéicas, hipercalóricas suplementadas com fibra, etc.
dieta oligomérica: hidrólise enzimática das proteínas, suplementação de aminoácidos cristalinos, osmolaridade mais alta, digestão facilitada, absorção intestinal alta.
dieta monomérica ou elementar: nutrientes na forma mais simples, isenção de resíduos, hiperosmolares, alto custo.
dieta especial: formulações específicas para atender as necessidades nutricionais diferenciadas de acordo com a doença de base.
dieta em módulos: predominância de um dos nutrientes (Kudsk,1992).

As indicações para a dieta enteral são quando:

Disfagia grave por obstrução ou disfunção da orofaringe ou do esôfago, como megaesôfago chagásico, neoplasias de orofaringe e esofágicas;
Coma ou estado confusional, por trauma crânio-encefálico, acidente vascular cerebral, doença de Alzheimer, entre outros;
Anorexia persistente, por neoplasias, doenças infecciosas crônicas, depressão, etc;
Náuseas ou vômitos, em pacientes com gastroparesia ou obstrução do estômago ou do intestino delgado proximal;
Fístulas do intestino delgado distal ou do cólon;
Má-absorção secundária à diminuição da capacidade absortiva, como no caso de síndrome do intestino curto;
Broncoaspiração recorrente em pacientes com deglutição incoordenada;
Aumentos dos requerimentos nutricionais, por exemplo, em pacientes com grandes queimaduras;
Doenças ou desordens que requerem administração de dietas específicas: Quilotórax e pancreatite aguda, insuficiência hepática, insuficiência renal, doença de Crohn em atividade e outras.


Para verificação e mais detalhes sobre as normas e definições da NE e Terapia Nutricional Enteral (TNE), o conteúdo completo está em Portaria nº 337 de 1999 no site da ANVISA.

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