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Café: mocinho ou vilão
Puro, com creme, com leite, em preparações como bolos, pudins, sorvetes, balas...
Desde o século XVIII o café
começou a fazer parte da vida de milhões de pessoas.
Mas quem nunca ouviu falar que o consumo de café interfere
na absorção do cálcio e pode acelerar a osteoporose?
Ou que o café está associado a males do estômago,
à agitação e pode causar dependência? O fato é que hoje, diversos |
grupos de pesquisadores têm mostrado que o café não
é tão "vilão" assim. Apenas no ano de
2007 o café foi a planta com maior número de publicações
positivas na área médica em todo o mundo, o que contrasta
com 20 ou 30 anos atrás, quando liderava as críticas negativas.
Pesquisas recentes têm mostrado efeitos positivos do café.
A bebida pode reduzir o colesterol, auxilia no combate a
doenças coronarianas, proporciona efeitos antidepressivos, reduz
o risco do Mal de Parkison, protege contra o diabetes do tipo 2, desenvolve
ação antioxidante e auxilia na prevenção
de alguns tipos de câncer (cólon e reto).
Em pacientes alcoólatras o consumo de café ajuda a manter
a remissão do alcoolismo, evitando um grave problema, a cirrose.
E não para por aí. Os resultados das pesquisas mostram
que o efeito benéfico é maior do que se pensa. Estudos
dizem que crianças que tomam café com leite uma vez ao
dia têm menos chance de desenvolver depressão do que aquelas
que não consomem a bebida e que substâncias presentes no
café podem prevenir demências e Alzheimer.
Mas cuidado... café sempre com moderação.
Em quantidades moderadas - o equivalente a 400-500 mg/dia - dose de
até 4 xícaras - a cafeína não é prejudicial
a saúde humana, desde a gestação até o final
da vida, mas é importante estar atento aos malefícios
que o consumo excessivo do café pode causar. Existem pessoas
que são mais sensíveis aos efeitos de um dos compostos
do café, a cafeína, as quais podem apresentar ansiedade,
tremores, insônia e mesmo um quadro de pânico.
As gestantes também não devem consumir o café em
excesso visto que o uso abusivo poderá prejudicar na formação
do feto.
Pessoas que possuem doenças como gastrite, doença do refluxo
gastroesofágico, úlcera péptica, palpitações
devido arritmias cardíacas, hipertensão arterial ou doença
isquêmica do coração devem ter cuidado no consumo
de café, pois ele pode agravar os sintomas ou a doença,
principalmente se consumido em excesso.
O café possui pouquíssimas calorias, por isso, ele não
é um problema para quem deseja emagrecer. Porém se este
café for adoçado com açúcar, as calorias
vão aumentar.
Como não há uma comprovação sobre o assunto,
o ideal mesmo é ter moderação. E cuidado com o
açúcar.
Daniela Abrahão
Nutricionista formada pela Universidade Newton Paiva
Pós Graduanda em Nutrição Clínica - Universidade
Gama Filho
E-mail: daniela_abrahao@yahoo.com.br
Tels: 3259 - 3616 / 8455-268