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CUIDADOS NUTRICIONAIS NO LÚPUS

Tratamento do Lúpus Eritrematoso Sistêmico ( LES ): alimentação e cuidados nutricionais

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES ou Lúpus) é uma doença crônica de origem e causa desconhecida. É rara, mais freqüente nas mulheres do que nos homens, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico.

É uma doença autoimune do tecido conjuntivo que pode afetar qualquer parte do corpo. Assim como ocorre em outras doenças autoimunes, o sistema imune ataca as próprias células e tecidos do corpo, resultando em inflamação e dano tecidual.

O LES lesa mais frequentemente o coração, articulações, pele, pulmões, vasos sanguíneos, fígado, rins e sistema nervoso. A evolução da doença é imprevisível, com períodos de doença alternando com remissões. A doença ocorre nove vezes mais frequentemente em mulheres do que em homens, especialmente entre as idades de 15 e 50 anos, sendo mais comum nas pessoas que não têm ascendência européia.

O trabalho nutricional soma-se ao tratamento médico e proporciona melhora da qualidade de vida do portador que também deve ter uma rotina de atividade física e bons hábitos de vida

A organização alimentar começa com uma rotina de refeições que deve ser realizada de 3 em 3 ou de 4 em 4 horas. Assim, as refeições principais, almoço e jantar, devem ser intercaladas com lanches.

No cuidado nutricional básico as principais dicas são:

evitar alimentos enlatados, ricos em conversantes e industrializados. Dar preferência aos alimentos naturais;
aumentar o consumo de frutas e hortaliças;
evitar doce e diminuir o açúcar simples. Aproveitar o sabor natural dos alimentos;
preferir alimentos integrais (arroz, pão);
evitar gordura trans e gordura saturada;
diminuir o consumo de embutidos e alimentos condimentados (caldos prontos, molhos, salsicha, presunto, pastas de alho com sal).

Os alimentos com propriedades funcionais, ou seja, aqueles que além da função básica de nutrir também previnem doenças, amenizam sintomas e melhoram a saúde, são excelentes alternativas para o portador do Lúpus. Muitos auxiliam nossas reservas e combatem os radicais livres. Assim, são indicados:

cenoura, abóbora, tomate, melancia: ricos em carotenóides;
alho: rico em alicina;
frutas oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas): são ricas em óleos vegetais, vitamina E e selênio (castanha do Pará).
acerola, laranja e outras frutas cítricas: ricas em “Vitamina C”.


Melhorar o sistema imune também é possível com uma alimentação equilibrada e fundamental para o controle do Lúpus. Nesta linha de trabalho o nutricionista pode prescrever alimentos ricos em ômega 3 e em probióticos, como os leites fermentados e os iogurtes. Caso o portador tenha dificuldade em consumir este tipo de alimento, é possível a manipulação, em cápsula ou sachês de Lactobacillus, sempre com prescrição personalizada.

Todo o trabalho nutricional deve ser personalizado para que o portador tenha em mãos um plano alimentar eficaz e seguro.


Texto:
Mariana Braga Neves - Nutricionista
  
Paula Silva Amora - graduanda em Nutrição
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